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11/08/2013 - Infertilidade - Acupuntura para mulheres grávidas ou que querem engravidar

No início da década de 1980 comecei a trabalhar com acupuntura e desde então, em muitas oportunidades, fui procurado por mulheres que queriam engravidar e não estavam conseguindo.

Muitas se encontravam em um período que considerávamos normal, durante o qual não se fazia nenhuma intervenção aguardando-se até dois anos a partir do início das tentativas para então buscar por meio de investigação diagnóstica mais elaborada uma possível causa de infertilidade.

Era um tempo em que as gravidezes eram buscadas em época mais recente da vida. Não havia pressa e a espera por dois anos era possível.

Tive muitas experiências gratificantes de gravidezes que se realizaram durante o período de tratamento, depois de dois meses ou ciclos menstruais.

Trinta anos nos separam dessa época. Hoje, as mulheres deixam para ter seus filhos com mais idade, reflexo de uma vida profissional e social mais intensa e cheia de oportunidades.

Quando pensam na gravidez muitas vezes já não apresentam a mesma taxa de fertilidade de uma mulher mais jovem.

Essa taxa tem diminuído nas sociedades ocidentais e além da já citada postergação há possibilidade de que fatores ambientais, como a poluição, estejam envolvidos.

Ao mesmo tempo nesse intervalo de tempo houve um grande progresso nas técnicas de fertilização artificial e ‘in vitro’ de modo que o problema da idade avançada encontrou uma resposta na medicina.

Uma mulher acima dos 30 e poucos anos que não tenha conseguido engravidar pela via natural, num prazo às vezes de um ano, a inseminação e mais ainda a fertilização “in vitro” (FIV) passou a ser uma opção real e, agora, acessível economicamente, embora ainda caro.

Aumentou com isso a demanda por esse tipo de tratamento e os chamados bebê de proveta já não causam admiração pela excepcionalidade.

Sabíamos nós acupunturistas desde muito que a acupuntura exerce uma ação importante na fertilidade feminina, mas não dispúnhamos de investigação sistemática da sua eficácia por métodos científicos.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que ocorreu o progresso das técnicas manipulativas de óvulos, sêmen e embriões e poderia se pensar que uma técnica tão simples e antiga pudesse deixar de ter serventia passou ela a ser mais ainda objeto de investigação.

Um velho ditado diz que em medicina “nem sempre, nem nunca”, o que é válido para as técnicas terapêuticas e são um desafio para a pesquisa. Por essa razão, ainda que em constante progresso, sabemos que técnicas como a FIV não contam com 100% de sucesso. As chances de engravidar numa primeira transferência de embriões podem ser menores que 40%.

Isso leva a considerar outros procedimentos que, ao menos, possam contribuir para o aumento desse percentual de sucesso.  Nesse sentido é que a acupuntura passou a ser investigado com mais atenção.

Trabalhos com diversos modelos e configurações e oriundos de centros de pesquisa diversos tem sido publicados demonstrando desempenhar a acupuntura um papel significativo na fertilidade quando realizada em mulheres submetidas à FIV.

Especula-se que acupuntura possa melhorar as condições vasculares e endometriais que favorecem a nidação (implante dos embriões) no útero.

De qualquer modo, para nós que praticamos a acupuntura há muito, não causa estranheza os resultados que atribuem a ela a capacidade de aumentar o percentual de sucesso de uma transferência de embriões.

O impacto econômico da associação da acupuntura no custo de um tratamento para infertilidade pode ser considerado mínimo.

É importante que as pacientes perguntem ao ginecologista envolvido no seu tratamento para fertilidade sobre a possibilidade de associar a acupuntura. A acupuntura poderá aumentar as chances de gravidez, sendo um procedimento de baixa complexidade e risco.

 

 

 

 








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