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ACUPUNTURA

Acupuntura – com essa forma milenar de tratamento utilizamos finíssimas agulhas descartáveis para estimular pontos sobre da pele e subcutâneo e tratar anormalidades como o mau de um órgão ou uma dor indesejável.

Nenhuma substância é injetada e portando esperamos que com o estímulo das agulhas o próprio organismo reencontre sua capacidade de recuperar o equilíbrio e assim desapareçam sinais e sintomas.

Muitas são as suas indicações clínicas, mas a avaliação criteriosa do quadro do paciente é necessária para sua aplicação adequada.

Algumas perguntas e respostas mais frequentes você encontrará aqui:

Acupuntura só trata dor?

Embora a acupuntura tenha grande importância no tratamento de diversos tipos de dor não é só esse seu campo de atuação. 

Essa fama deve-se ao fato de que no ocidente na década de sessenta, terem sido descobertas certas substâncias denominadas endorfinas e encefalinas, que foram reconhecidas como neurotransmissores naturais mediadores do processo da dor dentro no nosso organismo. 

Na mesma época foi demonstrado ser a acupuntura capaz de elevar os níveis dessas substâncias em certas áreas do cérebro. 

Daí a acupuntura pode ser aceita já que apresentava uma base científica que a explicava. 

É inegável que alguns dos seus melhores resultados são obtidos no tratamento da dor.  

Mas, como veremos, seu campo de aplicação é vasto.

Acupuntura tem algum efeito preventivo sobre as doenças?

A acupuntura é um método de tratamento. Ela visa restabelecer o equilíbrio do organismo quando este está em desarmonia e manifesta-se em sinais e sintomas.

 Portando, é necessário ter alterações funcionais para que ela possa ser exercida em plenitude mesmo que, muitas vezes, esses sinais e sintomas sejam desprezados, mal compreendidos ou pouco valorizados pela medicina por não configurarem uma doença propriamente dita e não ser visto como condição ao aparecimento de uma doença.

 Nesse sentido sim, a acupuntura pode ser um método de tratamento preventivo, pois agirá no sentido de restabelecer o equilíbrio daquele organismo num etapa ainda muito precoce do seu processo de adoecimento. 

Como exemplo, pensemos em um indivíduo que após fazer exercícios apresenta os músculos enrijecidos e dolorosos a palpação, sem que tenha na realidade qualquer sintoma. 

Ele poderá ser tratado com acupuntura e ter sua musculatura relaxada, fazendo com que os “nódulos” dolorosos desapareçam evitando uma distensão quando do seu próximo exercício.

Contudo, a medicina preventiva para ser exercida de forma integral pressupõe o conhecimento das causas das doenças para poderem ser evitadas.

Conta-se que China antiga os médicos ganhavam para que seus pacientes não adoecessem e que quando um dos seus morria ele era obrigado a pregar na porta uma indicação de que havia perdido o cliente, o que servia de aviso a quem o procurasse.

Acupuntura é um tratamento longo, prolongado?

Vai depender do problema que esta sendo tratado. Um processo agudo pode ser resolvido em uma ou duas sessões assim como um mais crônico e de maior gravidade demandar três ou seis meses até a total recuperação.

 Nesses casos pode ser necessária a associação de outros cuidados médicos que em conjunto irão acelerar o processo de cura. Contudo, uma coisa é importante, com três ou quatro sessões o paciente poderá notar os benefícios causados pelo tratamento. 

A necessidade da manutenção do mesmo por um tempo maior será no sentido de obter-se a melhora máxima, a estabilização desta e mesmo a sua manutenção. 

Um paciente que faz um ou dois meses de tratamento e não verifica melhora alguma em qualquer aspecto provavelmente não irá se beneficiar do tratamento prolongando-o por mais alguns meses.

É importante lembrar que a acupuntura restaura o equilíbrio do organismo usando as armas que ele mesmo possui.

 Não há a introdução de substâncias, supressão de funções ou ablação de órgãos. De modo que o organismo tem que reagir aos estímulos das agulhas para voltar a sua função normal. 

No caso da dor crônica, é como se trabalhássemos para desligar um alarme que, quebrado, teimasse em ficar tocando após já termos tomado ciência do aviso que ele nos quer dar.

Acupuntura é utilizada para criança?

Sim, há inúmeros processos em que a acupuntura pode ser utilizada em crianças. 

É até interessante notar que elas respondem mais rapidamente que os adultos em geral para os processos disfuncionais. 

Claro que a técnica deve sofrer pequenas adaptações de acordo com a idade, podendo o estimulo variar do emprego do laser de baixa intensidade (softlaser) a determindados utensílios que promovem somente uma pequena irritação na superfície da pele sem penetra-la.

Acupuntura depende de fé, tem que acreditar?

Se alguém assim pensa terá que provar que os animais não são irracionais e quando se submetem ao tratamento por acupuntura torcem para que ele de certo.

Embora os trabalhos de pesquisa no modelo científico considerado ideal, que utiliza o grupo controle e grupos duplo-cegos sejam difíceis de serem adotados para a acupuntura, há ensaios clínicos, pesquisa em animais e laboratórios que demonstram que a acupuntura produz inúmeros efeitos dentro do organismo, o que comprova sua ação independente de se acreditar ou não.

Grupo controle é um grupo de pacientes que apresenta as mesmas condições daquele outro que será tratado e que se submete ou não (podem estar sendo observados simplesmente) a outra forma de tratamento cujos resultados já são conhecidos e que serve de parâmetro de observação. 

Duplo cego é outra condição que se estabelece para a pesquisa, em que, nem médicos nem pacientes sabem o tipo de tratamento que estão administrando e recebendo. 

Essas são as condições de excelência da pesquisa médica.

Por razões óbvias vê-se a dificuldade de aplicação desse modelo para a acupuntura. 

Pode ser adequa para os medicamentos administrados, mas impossível quando se trata de um procedimento cirúrgico. 

Não há como o médico não saber o que está fazendo.

A condição do paciente pode ser contornada utilizando-se não pontos de acupuntura como controle aos pontos verdadeiros. Mesmo assim, muitas questões tem sido levantadas sobre esse procedimento.

Os resultados entre a acupuntura verdadeira e falsa as vezes se mostram semelhantes, o que resultou mais questões para a pesquisa. Seria a acupuntura um forte placebo? 

Teriam pontos em locais diferentes aos reconhecidos pela acupuntura efeitos terapêuticos?  

Essas são algumas das perguntas que preocupam os cientistas.

No entanto é importante observar que, como em todo tratamento médico, a interação médico-paciente é fundamental para o rendimento do trabalho. Se o paciente não fornece os elementos para que o médico entenda o seu conflito (doença) ele não será capaz de trabalhar adequadamente no processo de cura. 

E vice-versa, se o médico não tiver a disponibilidade para ouvir e entender o que se passa com o seu paciente. 

Essa é uma condição da prática médica cuja pesquisa científica procura por de lado.

Acupuntura é uma medicina energética, o que é isso?

Medicina energética significa que as alterações que são perceptíveis através dos sinais e sintomas do paciente referem-se propriamente as disfunções do seu organismo sem que tenha que ser demonstrado uma lesão anatômica (exames citopatológicos, radiológicos, ultrassonográficos e etc) ou detectável em exames laboratorias de rotina (patologia clínica).

A medicina energética trata de interpretar alterações sutis do corpo, muitas vezes anterior a existência da materialização do problema ou quando esses estão ainda em uma fase inicial.   

O processo patológico é visto de forma dinâmica, e no caso da acupuntura, particularmente, associado à circulação energética pela extensa rede de canais de acupuntura que são a via mestra para a distribuição do Sangue, dos Líquidos Corporais e da Essência para todo o organismo.

Medicina energética não é uma referência mística, só acessível a iniciados e sensitivos, ela é uma forma de interpretar os sinais e sintomas sem ter que necessariamente cristalizar o diagnóstico nas alterações materiais para reconhecer sua existência.

 Nesse particular, os avanços tecnológicos tem auxiliado no entendimento do misterioso modo de ação da acupuntura. Através de exames dinâmicos de ressonância nuclear magnética, foi possível observar o funcionamento encefálico e as mudanças de fluxo de sangue para suas diversas áreas, dependendo da atividade cerebral. 

No caso do estímulo do ponto de acupuntura, foi possível verificar que um ponto que tradicionalmente é empregado para problemas oftalmológicos proporciona um maior aporte de sangue para a área occiptal do cérebro onde estão localizados os centros de controle da visão. 

Acupuntura trata o sintoma deixando que a causa permaneça?

É preciso ficar claro que alguns sintomas são decorrentes de patologias que não ter uma recuperação integral, sendo que nesses casos o alívio do sintoma pode ser considerado um resultado de cura. 

Tomemos como exemplo uma paciente com dor no joelho provocado por uma artrose (osteoartrite), a acupuntura promoverá o alívio da dor, mas a deformação osteocartilaginosa existente não sofrerá modificação. 

Assim será também com qualquer outro tratamento adotado de que se tem conhecimento hoje. 

Nesse sentido é extremamente importante o conhecimento médico da condição do paciente, do contrário, o acupunturista poderá prometer uma cura irrealizável, deixar de indicar um tratamento mais adequado (por exemplo a cirurgia para colocação de uma prótese numa articulação já muito deformada) ou deixar passar um caso de risco a vida do paciente pela  incapacidade do seu reconhecimento.

Isso pode ocorrer no caso de uma doença aguda cirúrgica (apendicite por exemplo) ou de caráter evolutivo e consumptivo como o câncer, que tardiamente diagnóstico privará o paciente da cura. 

Por isso é cada vez mais imprescindível o acompanhamento médico, capaz de fazer o diagnóstico diferencial do problema.

No médico acupunturista não há necessidade de fazer exames complementares para o diagnóstico?

Essa é uma falsa ideia que se incutiu até em alguns médicos que fazem acupuntura. Na realidade, o que se passa é que para o diagnóstico de acordo com a medicina tradicional chinesa não é necessário fazer exames de laboratório ou de imagem. 

O exame tradicional chinês restringe-se a inspeção, indagação, ausculta, olfação e palpação do paciente.

 Com isso o médico será capaz de formular o diagnóstico energético, os oito princípios de diagnóstico, a síndrome clínica e o fator etiológico do processo. 

Contudo, a combinação das medicinas ocidental e oriental é a forma mais moderna e correta de se estabelecer uma estratégia de tratamento. 

Por isso é imprescindível que tenhamos também um diagnóstico baseado no conhecimento ocidental (ou afastarmos possíveis diagnósticos) para ficarmos mais seguros quanto ao tratamento proposto. 

A própria evolução da acupuntura tem se apoiado no reconhecimento das patologias quando presentes, auxiliando na proposta de tratamento e avaliação dos seus resultados.

Acupuntura trata tudo, logo não trata nada?

Esse é outro equívoco comum. 

A acupuntura é um método de tratamento, como também o é a fitoterapia, a massoterapia, a quimioterapia, fisioterapia, a psicoterapia e a cirurgia. 

Sendo que a acupuntura tem uma abrangência muito grande em campos de atuação. 

A acupuntura não é uma panacéia resumida a um ponto que trate todos os males. 

Nela, configura-se um diagnóstico preliminar e só então são selecionados pontos de acordo com esse diagnóstico e, portanto, direcionado a causa do padecimento. 

O que ocorre é que alguns desses males implicam um grau de comprometimento do organismo que não é mais possível alcançar a cura com o estímulo feito. 

Aliás, esse é um fato verdadeiro para toda a medicina que luta pela cura, mas nem sempre tem a capacidade de alcançá-la.

As agulhas de acupuntura podem transmitir doenças?

As agulhas de acupuntura são instrumentos que perfuram a barreira cutânea indo até o sub-cutâneo (camada gordurosa) e mesmo a camada muscular do corpo. 

Sabemos que a pele é o revestimento isolante e protetor que nos envolve, e que impede que agressões do exterior invadam nosso meio interno, dentre outras funções. 

Portanto, assim como método de natureza cirúrgica oferece o risco de veicular ou abrir uma porta para microrganismos. 

Para reduzir esse risco são adotadas normas de antissepsia e assepsia da pele e material descartável (agulhas) como em todo procedimento que tenha essa natureza.

Mulher menstruada pode fazer acupuntura?

Não há impedimento para a realização do tratamento estando a mulher menstruada. 

Contudo, é necessário reconhecer essa condição para evitar alterações na função menstrual normal. 

Estando informado, o médico poderá adaptar o tratamento. 

De uma forma geral, se não houver queixa ginecológica, deverão ser evitados o uso de pontos e moxabustão sobre a parte baixa do abdome (abaixo do umbigo).

Durante a gravidez não se faz tratamento por acupuntura?

Trata-se de outro mal entendido. Pelo contrário, a acupuntura tem muito a fazer pelas grávidas, sendo um método de baixo risco para a utilização em período tão delicado da vida.

Algumas considerações e cuidados são necessários, o que não quer dizer que impeçam o tratamento. 

Há alguns pontos que são proscritos durante a gestação pelo fato de poderem estimular as contrações uterinas quando não desejadas. 

Ainda assim, seria necessário um estímulo muito forte sobre as agulhas para contrariar a natureza da gravidez.

A semelhança da homeopatia a acupuntura trabalha com agravamentos dos sinais e sintomas?

Essa não é uma característica do tratamento por acupuntura. Por essência a acupuntura visa à harmonização, onde há falta acrescenta, onde há de mais subtrai. 

Contudo, não podemos afirmar que aparentes pioras não acontecem. 

Muitas vezes, dentro do processo de estimulação do organismo surgem conflitos temporários decorrentes da própria recuperação do mesmo. 

Contudo, estes devem ter um caráter limitado em tempo e gravidade.

A acupuntura doi?

Afirmar que a introdução de agulhas através da pele seja um processo totalmente imperceptível seria um exagero, sobretudo quando se utilizam várias agulhas.  

Sabemos que as pessoas tem níveis diferentes de tolerância à dor, o que pode fazer com que para uns seja menos tolerável que para a maioria. Isso não quer dizer que para alguns o tratamento se torne inviável. 

Primeiro, é bom esclarecer que as agulhas utilizadas em acupuntura não apresentam um orifício interno como as agulhas de injeção por onde circulam líquidos e, por isso, são extremamente finas. 

As mais utilizadas tem um calibre aproximado de 2 vezes um fio de cabelo.

Aplicadas com boa técnica se tornam plenamente toleráveis para o paciente. 

De uma forma geral, algumas delas podem mesmo nem serem notadas quando da sua colocação. 

Mas uma sensação de queimação, ardência ou choque, sentida como uma dorzinha pode ser normal e representa simplesmente a sensação da agulha no ponto (De Qi). 

Em um ou dois minutos essa sensação tende a desaparecer e caso ela persista o seu acupunturista deve ser avisado, pois a agulha pode estar com o seu posicionamento ligeiramente alterado necessitando um ajuste.

Alguns fatores podem tornar a aplicação dolorosa, como por exemplo:

-              O emprego de agulhas reutilizáveis que podem já ter perdido a fio e terem a ponta levemente encurvada, o que faz com que as mesmas cortem o tecido da pele ao invés de perfurarem-na suavemente.

-              O emprego de técnicas de manipulação das agulhas utilizadas afim de obter determinado efeito terapêutico. Se as agulhas não estiverem em perfeitas condições essas técnicas provocarão grande dor, sangramento e lesão dos tecidos.

-              Agulhas muito grossas associadas a uma técnica pouco elaborada de colocação. Hoje os acupunturistas dispõem de agulhas muito finas e de boa qualidade a venda, de forma que a utilização de agulhas grossas em um paciente sensível não se justifica.

-              A eventual perfuração de uma vênula ou arteríola. Em geral ela provoca dor, além de sangrar depois que a agulha é retirada.

Para que as agulhas não incomodem, durante a sessão de acupuntura fique o mais quieto possível evitando movimentar os membros, local onde se situam a maior parte das agulhas. 

Um movimento brusco pode mover a agulha e fazer com que ela fira o tecido provocando dor. 

No mais, descartadas essas possibilidades e ainda persistindo dor intensa na aplicação, experimente outro acupunturista já que a leveza da mão do profissional é um dom e você pode estar a mercê de um com a mão muito pesada.








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